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Tudo queima...

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Tudo queima, o chão, as pedras, até as palavras ditas de bocas em aflição… Tudo queima, a minha pele por sentir arder tão perto, a minha alma por ver arder a minha terra, o meu “chão”… Tudo queima… Não espero por ninguém porque todos fogem… Só eu e a minha equipa, e o demónio… Abraço esta angústia dentro de mim e revolto-me… Nada me resta senão agua, aquela que sacia, aquela que jorra, aquela que purifica e que refresca a alma… É com ela que combato, que finjo tornar-me herói quando dentro de mim é o medo que impera… É o meu balsamo, o meu refúgio neste inferno de chamas que me ardem nos pés… Tudo queima… O tempo que não tive para Ti meu filho porque andei algures “espalhado” pelo monte a combater incêndios… A praia que não fiz porque quando tudo acalmou já era inverno… As noites que não dormi porque teimoso lá ia ansioso dentro do “vermelhão,” a caminho de sei lá do quê, sem saber quando voltar… Tudo queima enquanto a cidade dorme, enquanto se fala de futebol...

Queria...

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Eu queria… Queria tanto abraçar o mar, e deixar por lá todas as minhas angústias e revoltas, e voltar para abraçar a vida desafiando novos medos… Queria ver o mundo através do meu coração, gritar bem alto os desaforos da minha alma até o folego me faltar, até a verdade esgotar… Queria ter-te junto a mim do princípio ao fim, porque assim não faz sentido, nada faz sentido quando tudo fica a meio, incompleto, dividido… Queria poder resgatar-te do céu, para me aconchegar no teu colo, e sentir a tua mão a passar pelo meu cabelo, e chorar-te as minhas mágoas, como no passado distante… Queria voltar atrás, talvez ao princípio de tudo, para viver de novo o que ficou por viver… Queria voltar a cruzar a ponte em dias de nevoeiro, viajar pelas planícies em busca de aventura, correr pelo monte com pistolas de pau, atrás de cowboys imaginários… Queria tanto abraçar-te… E com isso dar-te novo folego, nova vida, um coração mais forte, um novo sorriso… Queria jurar o quanto amo t...