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Mostrando postagens de fevereiro, 2009

Porque tanta dor???

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Porque tapas o rosto Rafah? Porque não me dás as tuas mãos? Porque se calam as vozes que tanto falam mas que nada fazem e nós continuamos a ver pais e filhos a morrer Rafah??? Porque teus irmãos odeiam os meus, porque é tão difícil um abraço, um olhar? Dá-me as tuas mãos e mostra-me o teu mundo que eu te mostrarei o meu, conta-me as histórias do teu povo, diz-me porque nascestes aí num turbilhão de diferenças, numa linha desigual, numa fronteira do medo onde uma linha separa a vida da morte… Rafah, porque a terra foi prometida só a uns e aos outros não? Porque existem mártires quando os heróis são os outros Rafah??? Porque??? Explica-me porque eu também tenho dúvidas, porque também choro como tu, também ouço o barulho das bombas a explodir no meu quintal, porque nos noticiários também vejo criancinhas a morrer, tudo porque alguém um dia inventou uma história mal contada Rafah, que nos dividiu, e hoje sou obrigado a ver-te de longe porque supostamente és minha inimiga. Fala comigo Rafah...

Contando os teus cabelos

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Um, dois, três e conto os teus cabelos espalhados pela minha cama… Sei que quando tu leres estas minhas palavras, (isto se ainda te lembrares que eu alguma vez existi) vais perceber porque os deixei espalhados, porque sabia que o hoje iria existir. Assim conto, quatro, cinco, seis e cada um tem uma pequena história para contar, cada pedacinho das nossas longas noites sem dormir, faz lembrar as vezes que segredei baixinho ao teu ouvido enquanto dormias, recordar o teu respirar no silencio de teu sono… Sete, oito, nove e em cada cabelo deixado para trás, hoje faz-me sentir como fiquei tão pobre por não mais os poder tocar… Vais, (vão-me) chamar louco quando ao lerem estas minhas palavras , sentirem que só um lunático poderia passar o tempo a contar os teus cabelos, mas sou mesmo louco, lunático, pois se assim não fosse como teria eu conseguido amar-te??!!! Dez, onze, doze, e por detrás de cada numero que escrevo, não só o liquido da minha caneta será o única a verter neste pedaço de pape...