Ao acaso




Por vezes, quando fecho os olhos e me ponho a sonhar, Tu estás lá, com aquele teu sorriso de menina traquina, que tudo transforma com um simples olhar…

Desde aquele dia que os meus dias se tornaram transparentes, as horas infinitas, o mundo acorda do avesso e o meu de pernas para o ar… Por mais que tente continuar a caminhada que iniciamos juntos, o trilho teima em não me levar a lado algum… Pouco de tudo o que faz sentido, não faz sentido algum para mim… Não existem dias, nem noites, pois naquela hora, naquele momento, tudo parou… Já não houve amanhecer pois a noite também deixou de cair…

Por vezes, quando procuro encontrar o que resta de mim, és Tu que encontro destroçando cada vez mais o meu coração, fazendo troça do maior de todos os meus erros…

E na hora de dormir, mantenho-me acordado para não te encontrar num sonho absurdo, escrevendo palavras ao acaso, soltas de contexto, mas cheias de sentido… São a voz que me resta, o meu passatempo preferido, como quem conta estrelas só por contar…

Duas da manhã e essa luta ainda agora começou, numa contagem decrescente até sucumbir ao cansaço e esbarrar num dia mais da minha vida, e um dia a menos do que resta para a viver…

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