Encontra-me, não temas...

És a minha fantasia, noite de luar quente. Meu mundo gira em torno do teu sorriso, levita entre os dedos das tuas mãos.
O vento esconde as marcas da minha passagem, nesta travessia num deserto em que me perdi. Por entre dunas de angústia, aridez de esperança, é teu rosto que procuro por entre as estrelas da noite, são teus olhos que vejo ao fechar os meus, teu corpo que sinto ao gritar teu nome.
Não pedi para me perder aqui, não pedi para acordar um dia abandonado, morto de alma… Não quis fazer esta caminhada, viver a vida dos desesperados, não a sei viver!
Mas meu mundo se fechou, não mais abriu as portas para entrar, caminhei como um pedinte, inundei o oceano com as lágrimas que chorei, banhei a terra fervente com o suor dos meus poros, até te encontrar… Esgotei minha alma, estou oco, vazio, sem nada para te oferecer, mas por ti, daria esse nada por um átomo do teu ser, por uma molécula do teu respirar somente para entrar no teu mundo, para que chegue ao fim o meu martírio, esta provação, para que se materialize este rosto que vejo de noite desenhado no céu, para que sinta o calor do teu corpo aconchegar o meu num abraço do tamanho do universo…
Confesso que a distancia entre nós é imensa, tão imensa como um mar, mas sei que basta olhares para mim, olhares bem dentro do meu coração e acreditar que te posso levar ao alto da mais alta montanha, ao mais maravilhoso dos mares, correr por areias negras, dançar em prados brilhantes de cor, basta acreditares que mesmo não tendo nada, que te posso dar muito, posso fazer esse sorriso brilhar mais que o sol, fazer de ti a minha substancia, o meu oxigénio para que nunca mais te pare de respirar… Para isso basta somente que olhes para mim e abras as portas do meu cárcere.
Não temas. Acredita nas pedras do chão por onde passas, elas contam teus passos pelas ruas da baixa até ao cais, elas sabem que também buscas o que eu tanto procuro, porque também me abandono pelas ruas da cidade numa breve centelha de esperança de te encontrar…
O vento esconde as marcas da minha passagem, nesta travessia num deserto em que me perdi. Por entre dunas de angústia, aridez de esperança, é teu rosto que procuro por entre as estrelas da noite, são teus olhos que vejo ao fechar os meus, teu corpo que sinto ao gritar teu nome.
Não pedi para me perder aqui, não pedi para acordar um dia abandonado, morto de alma… Não quis fazer esta caminhada, viver a vida dos desesperados, não a sei viver!
Mas meu mundo se fechou, não mais abriu as portas para entrar, caminhei como um pedinte, inundei o oceano com as lágrimas que chorei, banhei a terra fervente com o suor dos meus poros, até te encontrar… Esgotei minha alma, estou oco, vazio, sem nada para te oferecer, mas por ti, daria esse nada por um átomo do teu ser, por uma molécula do teu respirar somente para entrar no teu mundo, para que chegue ao fim o meu martírio, esta provação, para que se materialize este rosto que vejo de noite desenhado no céu, para que sinta o calor do teu corpo aconchegar o meu num abraço do tamanho do universo…
Confesso que a distancia entre nós é imensa, tão imensa como um mar, mas sei que basta olhares para mim, olhares bem dentro do meu coração e acreditar que te posso levar ao alto da mais alta montanha, ao mais maravilhoso dos mares, correr por areias negras, dançar em prados brilhantes de cor, basta acreditares que mesmo não tendo nada, que te posso dar muito, posso fazer esse sorriso brilhar mais que o sol, fazer de ti a minha substancia, o meu oxigénio para que nunca mais te pare de respirar… Para isso basta somente que olhes para mim e abras as portas do meu cárcere.
Não temas. Acredita nas pedras do chão por onde passas, elas contam teus passos pelas ruas da baixa até ao cais, elas sabem que também buscas o que eu tanto procuro, porque também me abandono pelas ruas da cidade numa breve centelha de esperança de te encontrar…
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