Faço-me à estrada, que me leva para além do horizonte… Cruzo montanhas, atravesso rios, sigo as estrelas, quilómetros à beira mar... Conheço meio mundo… Meia gente, e gente e meia… É esta a vida que o destino me reservou… O camião como guarida, o mundo como porto de abrigo, a solidão como companhia… Mas sou feliz, e isso ninguém me tira… Mas no meio dessa felicidade existe um vazio… Esse tem o teu nome gravado no meu coração… É nele que penso sempre que uma subida se revela tão penosa, quando o frio de inverno aperta e quase me estala os ossos… És Tu a força que me faz ultrapassar todos os obstáculos, que me faz voltar a cada jorna ao outro lado do mundo… Por Ti existo, sou mais um entre tantos, que anónimos, nos vamos cruzando por essas estradas sem fim… Porque ao fim de cada jornada de um motorista, existe sempre alguém em casa aguardando a nossa chegada, e por mim és Tu… Prometo-Te nunca falhar, porque esse teu abraço é tão profundo e eloquente, que me faz querer voltar, mesmo sem a...
Não é numa palavra, nem será num gesto mas bastou um olhar, uma breve troca com sabor cúmplice… Numa conversa libertadora nossas vozes se beijaram contando histórias comuns em experiencias diferentes… No brilho de um sorriso, na revelação de um sentimento, a magia do lugar… Por momentos foste única… Teu cabelo, teu olhar, teus lábios preencheram mais o espaço, num olhar perdido na revolta do mar… Estava tudo ali… Com o tempo a passar e a vontade de o fazer parar, meu rosto cansado olhado ao espelho por uns olhos perdidos em ti na espera de um jantar, num momento mais… E o rio revolto foi testemunha de dois olhares perdidos nas luzes do horizonte, num olhar perdido nos caracóis beijados pelo vento e na vontade de um abraço que o medo deixou para amanha… Com a noite já porta dentro, o toque dos lábios num rosto adormecido com aroma a fantasia, fica a promessa de novo momento assim que me faz levitar, sentir um porto de abrigo onde um minuto vale uma vida…
Fosse eu dono da noite, roubaria as asas a um anjo e voaria pelos céus, por entre as nuvens, rasando as copas das árvores, fazendo mil e uma piruetas… No final, já cansado, entraria de mansinho no Teu quarto, escondido num sussurro de vento e deixar-me-ia embalar pelo Teu respirar, maravilhado pela beleza do Teu corpo. Invadia os Teus sonhos, pegava-Te nas mãos e levava-Te janela fora. Abraçado a Ti, voaríamos escondidos na sombra da lua, flutuaríamos na superfície do oceano… Levar-Te-ia a ver de como são feitas as estrelas, como nascem os astros. Viajaríamos na cauda de um cometa, a ver como é tão belo o universo, como é fantástica a vida… De regresso á terra, levava-Te á mais alta montanha para Te sentires majestosa, ao mais verdejante dos jardins para Te sentires linda, bela como uma flor… Mergulharíamos ao fundo do mar num mergulho de magia, para que pudesses sentir a minha essência, a minha alma… Levava-Te ao Taj – Mahal para que sentisses a enormidade do meu amor… Aos primeiros r...
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