És em mim
És voz de um passado não muito distante, cheia de palavras
ocas, de promessas vazias.
És um horizonte vazio, cheio de nada, corpo inerte que se
deita nos meus sonhos, que me invade e sussurra, mas que ao acordar se evapora
com os primeiros raios de luz…
És amor, paixão quente e fogaz, fantasia de verão que se
dissolve às primeiras chuvas de outono, deixando-nos caídos por terra como folhas
de árvore, como erva daninha…
És alegria em forma de gente, encanto sobrenatural que
devassa, brinca com um qualquer coração carente desprotegido…
És lagrima sofrida, ressaca de amor perdido…
És luta desigual, barbara, desumana…
És minha perdição, que me faz tombar a cada dia, a cada
olhar frontal…
És a força que ainda assim me ergue, me eleva, até que
sintas que sou o tudo que te falta…

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