Não

Não precisas procurar, não precisas mais tentar tocar meus olhos com os teus…
O meu mundo está a chegar ao fim, o tempo corre como um rio feroz que procura desenfreadamente a foz para me afogar…
Não precisas mais vir de mansinho junto a mim, trazer-me um coração cheio de juras, uma boca imensa de promessas.
Volta para trás e deixa-me ir ao encontro do fim da linha, procurar a solução, antecipar o inadiável… Deixa-me…
Meu corpo treme de frio que nem o teu já consegue aquecer, aconchegar uma alma ferida que moribunda já não quer mais precipitar-se nesse mundo atroz, pungente que é o amor.
Preciso ficar só, caminhar sozinho…
Não me toques no rosto, por favor… Não enxagúes as lágrimas que me saltam dos olhos, deixa-as correr, deixa-as salgar o meu corpo, seguir o seu rumo…
Vai… Deixa-me ficar na amargura das horas tristes, entregue ao fim certo…
Comigo levarei todas as culpas, porque ninguém entende um coração ferido, embora muitos o tenham em farrapos. Levarei todas as palavras ditas para magoar, todos os momentos difíceis que nos fizeram chorar para que possas viver feliz…
Proíbo-me de fechar os olhos, tenho medo dos pesadelos que o sono me traz, medo de te ver tocada por outras mãos, beijada por outra boca, amada por outro alguém… Mas é inevitável pois assim será, porque a vida não vai parar nesse teu mundo maravilhoso, que me expulso, que rejeito, que não quero mais sentir…
Não precisas mais tentar sentir-me pois já não existo, não quero existir…
O meu mundo está a chegar ao fim, o tempo corre como um rio feroz que procura desenfreadamente a foz para me afogar…
Não precisas mais vir de mansinho junto a mim, trazer-me um coração cheio de juras, uma boca imensa de promessas.
Volta para trás e deixa-me ir ao encontro do fim da linha, procurar a solução, antecipar o inadiável… Deixa-me…
Meu corpo treme de frio que nem o teu já consegue aquecer, aconchegar uma alma ferida que moribunda já não quer mais precipitar-se nesse mundo atroz, pungente que é o amor.
Preciso ficar só, caminhar sozinho…
Não me toques no rosto, por favor… Não enxagúes as lágrimas que me saltam dos olhos, deixa-as correr, deixa-as salgar o meu corpo, seguir o seu rumo…
Vai… Deixa-me ficar na amargura das horas tristes, entregue ao fim certo…
Comigo levarei todas as culpas, porque ninguém entende um coração ferido, embora muitos o tenham em farrapos. Levarei todas as palavras ditas para magoar, todos os momentos difíceis que nos fizeram chorar para que possas viver feliz…
Proíbo-me de fechar os olhos, tenho medo dos pesadelos que o sono me traz, medo de te ver tocada por outras mãos, beijada por outra boca, amada por outro alguém… Mas é inevitável pois assim será, porque a vida não vai parar nesse teu mundo maravilhoso, que me expulso, que rejeito, que não quero mais sentir…
Não precisas mais tentar sentir-me pois já não existo, não quero existir…
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