Amor de gesso

Vou-te tocar num sopro, beijar como quem beija a aurora, olhar-te na cor das estrelas…
Sentir de novo a vida de volta, resgatar-me deste mundo amorfo através da ponta dos meus dedos, das batidas do meu coração, no tacto, no sentido, na forma que te dou.
Saliento-te o génio na revolta de um mar bravio, contorno-te a alma em tons de gesso, brindo-te na cor do azul em toques suaves do céu… Dou-te a felicidade num sorriso aberto, contagiante, brilhante como o sol, brotando nuns lábios de cristal, puros de sedução… Das minhas mãos nascem as tuas, como seda virgem, macias, suaves!!! Nelas meu coração pendente entre abyssus e caelum esperando por uma sentença, por um veredicto…
Distingo-te o olhar com o brilho mais intenso do universo, roubado a uma constelação de estrelas, para me afagar o âmago, para me guiar de volta a casa neste mar imenso de angustias, como um farol, como um infindável ponto de luz.
Teu rosto aqui tão perto, tão ao alcance de um respirar… Falta o teu cheiro, aquele cheiro a mar, a algas espalhadas na praia pela manhã… Falta a tua pele suave, quente, brilhante em horas de amor… Falta a energia, a alegria pura de um ser genuíno… Faltam as lágrimas… Sim, as lágrimas para tudo ser perfeito, para que possa haver o equilíbrio que vai fazer de ti aquilo que tu és e sempre foste… Falta…
Falta terminar esta minha obra de amor, antes mesmo, por ela me apaixonar.
Sentir de novo a vida de volta, resgatar-me deste mundo amorfo através da ponta dos meus dedos, das batidas do meu coração, no tacto, no sentido, na forma que te dou.
Saliento-te o génio na revolta de um mar bravio, contorno-te a alma em tons de gesso, brindo-te na cor do azul em toques suaves do céu… Dou-te a felicidade num sorriso aberto, contagiante, brilhante como o sol, brotando nuns lábios de cristal, puros de sedução… Das minhas mãos nascem as tuas, como seda virgem, macias, suaves!!! Nelas meu coração pendente entre abyssus e caelum esperando por uma sentença, por um veredicto…
Distingo-te o olhar com o brilho mais intenso do universo, roubado a uma constelação de estrelas, para me afagar o âmago, para me guiar de volta a casa neste mar imenso de angustias, como um farol, como um infindável ponto de luz.
Teu rosto aqui tão perto, tão ao alcance de um respirar… Falta o teu cheiro, aquele cheiro a mar, a algas espalhadas na praia pela manhã… Falta a tua pele suave, quente, brilhante em horas de amor… Falta a energia, a alegria pura de um ser genuíno… Faltam as lágrimas… Sim, as lágrimas para tudo ser perfeito, para que possa haver o equilíbrio que vai fazer de ti aquilo que tu és e sempre foste… Falta…
Falta terminar esta minha obra de amor, antes mesmo, por ela me apaixonar.
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