Pavilhão de Jade

Pavilhão de Jade estive tão próximo de ti.
Num promontório á luz do farol, nas linhas tortas do meu diário, nas sombras quentes do por do sol. Pavilhão de Jade decorado a jasmim, queria tanto que fizesses parte de mim!
Espelho de água cristalino, toque de púrpura seda, madre pérola transcendente, teu reflexo é a imagem da minha felicidade, teu leito o caminho tortuoso que encontrei ao perder meu Pavilhão de Jade recortado no horizonte, num céu de nuvens negras carregado de lágrimas que nunca irão secar.
Montanha de negros pós, vigilante do oceano, guardiã da minha admiração, foste testemunha da minha vontade, refúgio negro em tons de madeira, condenação real dos meus pecados, também foste uma breve passagem para encher meu Pavilhão de Jade.
Santa Cruz me abraçou, ponto de chegada de um fim anunciado. Tudo era artificial, até o que pensei ser sólido, vitalício. Os Gigantes deixaram-me banhar por entre peixes de cristal, e os dias a contar para trás, a desfazerem-se na falsa beleza das palmeiras.
Voltei a pisar o meu reduto, procurei o sol para me voltar a aquecer, mas encontrei gelo glaciar, como se sua alma estivesse cárcere na Escandinávia, para lá do sol da meia-noite, para lá de horas sem fim, sem dormir, sem amar.
Percebi então que na realidade tombou o velho sonho, que nas contas feitas no ábaco tudo é volátil como a vida, como um sentimento que jurou querer-te tanto Pavilhão de Jade decorado a jasmim, que me deixou prostrado na minha angústia a umas escassas e meras palavras de conforto, fazendo-me pagar bem caro o que sou, recusando-me, recusando-te, deixando-nos no velho promontório á luz fundida de um farol arruinado pela terra, açoitado pelo vento, mas amado por mim.
Num promontório á luz do farol, nas linhas tortas do meu diário, nas sombras quentes do por do sol. Pavilhão de Jade decorado a jasmim, queria tanto que fizesses parte de mim!
Espelho de água cristalino, toque de púrpura seda, madre pérola transcendente, teu reflexo é a imagem da minha felicidade, teu leito o caminho tortuoso que encontrei ao perder meu Pavilhão de Jade recortado no horizonte, num céu de nuvens negras carregado de lágrimas que nunca irão secar.
Montanha de negros pós, vigilante do oceano, guardiã da minha admiração, foste testemunha da minha vontade, refúgio negro em tons de madeira, condenação real dos meus pecados, também foste uma breve passagem para encher meu Pavilhão de Jade.
Santa Cruz me abraçou, ponto de chegada de um fim anunciado. Tudo era artificial, até o que pensei ser sólido, vitalício. Os Gigantes deixaram-me banhar por entre peixes de cristal, e os dias a contar para trás, a desfazerem-se na falsa beleza das palmeiras.
Voltei a pisar o meu reduto, procurei o sol para me voltar a aquecer, mas encontrei gelo glaciar, como se sua alma estivesse cárcere na Escandinávia, para lá do sol da meia-noite, para lá de horas sem fim, sem dormir, sem amar.
Percebi então que na realidade tombou o velho sonho, que nas contas feitas no ábaco tudo é volátil como a vida, como um sentimento que jurou querer-te tanto Pavilhão de Jade decorado a jasmim, que me deixou prostrado na minha angústia a umas escassas e meras palavras de conforto, fazendo-me pagar bem caro o que sou, recusando-me, recusando-te, deixando-nos no velho promontório á luz fundida de um farol arruinado pela terra, açoitado pelo vento, mas amado por mim.
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