Espalhado pela cidade

Espalhei-me pela cidade… Na calçada polida por quem passa minha alma se derrama, na doce melodia do violino tocado por um pedinte meu ser se expande. Pelas ruas da cidade caminho procurando um sentido, procurando por ti…
Fecho os olhos e tento distinguir a tua voz na voz da multidão que enche a avenida, sentir o teu cheiro no emaranhado de odores que invadem a praça, e tentar-te ver nesta minha escuridão, nesta minha cegueira que me extingue lentamente…
Sinto falta do meu oxigénio, do meu ponto cardeal numa rosa-dos-ventos moribunda.
Deixo-me invadir pelo som que o rio me trás, saber que do outro lado já acreditei e que hoje morri, esperar como sempre esperei neste cais embora saiba que já não volta, sentir o vazio de o sentir…
Deambulo pela cidade, e no topo da torre de ferro olho alem, procuro sentir o que senti e choro por isso. Não travo as lágrimas, não acredito que haja quem as consiga travar, pois procuro por ti e não te consigo encontrar…
Nas sombras que se reflectem no chão, nas fachadas imponentes do Éden, nas nuvens que passam sobre nós, nas folhas caídas a nossos pés, no sentido oposto de quem passa, da base ao ponto mais alto do castelo, na ponta da espada de uma estatua, por entre as arcadas dos palácios, na relva molhada de um jardim, pelas artérias da grande cidade eu me espalho, como se fosse pó, poeira de mim para te encontrar numa expiração forte, para te invadir em cada célula, em cada vaso sanguíneo, para que nunca mais me abandones e me deixes perdido numa cidade estranha que já foi minha…
Procuro por ti, embora saiba onde te encontres, mas não és tu que quero encontrar mas sim tu que eu perdi…
Fecho os olhos e tento distinguir a tua voz na voz da multidão que enche a avenida, sentir o teu cheiro no emaranhado de odores que invadem a praça, e tentar-te ver nesta minha escuridão, nesta minha cegueira que me extingue lentamente…
Sinto falta do meu oxigénio, do meu ponto cardeal numa rosa-dos-ventos moribunda.
Deixo-me invadir pelo som que o rio me trás, saber que do outro lado já acreditei e que hoje morri, esperar como sempre esperei neste cais embora saiba que já não volta, sentir o vazio de o sentir…
Deambulo pela cidade, e no topo da torre de ferro olho alem, procuro sentir o que senti e choro por isso. Não travo as lágrimas, não acredito que haja quem as consiga travar, pois procuro por ti e não te consigo encontrar…
Nas sombras que se reflectem no chão, nas fachadas imponentes do Éden, nas nuvens que passam sobre nós, nas folhas caídas a nossos pés, no sentido oposto de quem passa, da base ao ponto mais alto do castelo, na ponta da espada de uma estatua, por entre as arcadas dos palácios, na relva molhada de um jardim, pelas artérias da grande cidade eu me espalho, como se fosse pó, poeira de mim para te encontrar numa expiração forte, para te invadir em cada célula, em cada vaso sanguíneo, para que nunca mais me abandones e me deixes perdido numa cidade estranha que já foi minha…
Procuro por ti, embora saiba onde te encontres, mas não és tu que quero encontrar mas sim tu que eu perdi…
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